Quero me tornar vegetariano! Já sou vegetariano e quero informações, receitas, dicas... Querem que eu volte a comer carne
Artigos, textos e notícias da Uni-Veg Siga nosso Twitter Inscreva-se no RSS

Médico garante que não comer carne não oferece qualquer prejuízo à saúde

5 de Abril, 2011, por Alexandre Montagna

Falar em abolir o consumo de carne na terra do churrasco pode até soar como um insulto, mas é o que algumas pessoas estão fazendo. São os adeptos do vegetarianismo, um grupo que vem crescendo nos últimos anos a ponto de virar tema de estudo de especialistas. Em uma das mais recentes obras sobre o assunto, Vegetarianismo e Ciência (Editora Alaúde, 252 páginas, R$ 39), o cardiologista e nutrólogo Julio César Acosta Navarro, com 20 anos de sua carreira dedicados a descobrir os efeitos da dieta livre de produtos de origem animal no organismo, garante que abolir a carne das refeições não oferece qualquer prejuízo à saúde. Para Navarro, o ser humano não nasceu para ser carnívoro.

— Essa história de que na dieta sem carne há deficiência de proteína, vitaminas e sais minerais é mítica [...]

Leia a matéria na íntegra.



Direitos Animais

18 de Outubro, 2010, por Uni-Veg

O gênio vegetariano Voltaire respondeu a Descartes no seu Dicionário Filosófico:

Que ingenuidade, que pobreza de espírito, dizer que os animais são máquinas privadas de conhecimento e sentimento, que procedem sempre da mesma maneira, que nada aprendem, nada aperfeiçoam! Será porque falo que julgas que tenho sentimento, memória, idéias? Pois bem, calo-me. Vês-me entrar em casa aflito, procurar um papel com inquietude, abrir a escrivaninha, onde me lembra tê-lo guardado, encontrá-lo, lê-lo com alegria. Percebes que experimentei os sentimentos de aflição e prazer, que tenho memória e conhecimento.Vê com os mesmos olhos esse cão que perdeu o amo e procura-o por toda parte com ganidos dolorosos, entra em casa agitado, inquieto, desce e sobe e vai de aposento em aposento e enfim encontra no gabinete o ente amado, a quem manifesta sua alegria pela ternura dos ladridos, com saltos e carícias. Bárbaros agarram esse cão, que tão prodigiosamente vence o homem em amizade, pregam-no em cima de uma mesa e dissecam-no vivo para mostrarem-te suas veias mesentéricas. Descobres nele todos os mesmos órgãos de sentimentos de que te gabas. Responde-me maquinista, teria a natureza entrosado nesse animal todos os órgãos do sentimento sem objectivo algum? Terá nervos para ser insensível? Não inquines à natureza tão impertinente contradição.

Adquira a nobre alimentação que os maiores luminares da humanidade adotam.



Vegetarianismo radical, por George Guimarães

29 de Agosto, 2010, por Uni-Veg

Há quem ache que matar animais é um direito natural do homem. Assim como já houve quem achasse natural na espécie humana o extermínio de uma raça por outra.

Texto escrito por George Guimarães. Fonte: Superinteressante.

O cheiro de sangue é forte e pode ser sentido de longe. No mercado a céu aberto, o cliente escolhe o animal que lhe parece mais suculento. O golpe na virilha do cachorro é rápido, mas a morte não vem depressa. O sofrimento dura alguns minutos. Os animais que recebem o golpe na jugular têm mais sorte. Mas os abatedores de cães temem a mordida e preferem atacar o animal por trás.

Essa cena se repete diariamente na China. “Que absurdo”, diriam os ocidentais, para quem os cães são animais de estimação. O mesmo diria um indiano diante da forma como tratamos bois e vacas. Não há diferença entre matar um boi e um cachorro para comer. O raciocínio vale também para o esfolamento de galinhas, porcos e outros animais.

Tortura, dor, sofrimento, desolação. Animais de várias espécies são tratados como mercadoria, apenas mais um bem de consumo. Morrem covardemente e seus cadáveres são vendidos aos pedaços. Crescem em ambientes artificiais, agressivos à sua natureza. Como pode um animal tão dócil quanto uma vaca ser privado do seu instinto materno só porque a indústria requer que se separe da sua cria quando esta tem apenas alguns dias de vida? Como as aves, animais territoriais, podem viver à razão de oito animais por metro quadrado e não se tornarem neuróticas? Isso para não falar das torturas exercidas nos testes dos laboratórios científicos, mesmo existindo alternativas para o desenvolvimento de novos produtos.

Há quem ache um direito natural do homem submeter os animais a todo tipo de crueldade, assim como já foi natural, no passado, que algumas pessoas se julgassem superiores às outras pela diferença da cor da pele ou do credo religioso. Foi preciso que grupos abolicionistas e humanistas surgissem, mesmo sendo ridicularizados e discriminados no início, para que os homens enxergassem o absurdo na forma como tratavam outros seres humanos. Haverá um momento em que o homem, auxiliado por um novo tipo de abolicionistas – que falam por seres que não podem falar por si – , saberá que os outros animais não são sua propriedade. São seres com direito à vida.

Enquanto esse dia não chega, pagamos um alto preço sofrendo de doenças ligadas ao consumo de produtos animais. Obesidade, doenças cardiovasculares, diversos tipos de câncer, alergias e outros problemas de saúde que afetam boa parte da população de países desenvolvidos como os Estados Unidos. Bactérias se tornam mais resistentes graças ao uso em massa de antibióticos nos sistemas intensivos de criação animal.
A sociedade ganha uma dose extra de violência com rodeios, farras do boi, rinhas de cães e outras atrocidades em que as crianças aprendem desde cedo qual é a lei que impera no reinado humano. Um império cuja herança é incerta, já que 30% da devastação da floresta amazônica é destinada à formação de pastos para o gado. A população de animais de corte nos EUA produz 130 vezes mais lixo que a população humana daquele país. É sabido que quando consumimos na escala mais baixa da cadeia alimentar (vegetais), reduzimos o consumo dos recursos naturais em até 90%.

Esses são alguns dos motivos pelos quais me abstenho do consumo de qualquer produto animal, incluindo leite, ovos, mel, couro, lã, seda, cosméticos que tenham sido testados em animais etc. O termo atribuído a esse estilo de vida é vegan, chamado por alguns de vegetarianismo radical – apesar de não sermos tão radicais quanto aqueles que estouram os miolos de um animal inocente apenas para sentir o sabor de sua carne por alguns segundos.

Como nutricionista, e apoiado por vasta literatura científica, posso dizer que o único produto animal essencial à nutrição humana é o leite – que deve ser o da própria espécie e ingerido apenas durante o período de amamentação. Depois dessa fase, os alimentos de origem vegetal são capazes de suprir todas as necessidades nutricionais de qualquer pessoa. E com vantagens, por se tratar de uma dieta isenta de colesterol e rica em fibras, vitaminas e minerais. Para aqueles que acreditam que os alimentos de origem animal são necessários para suprir as necessidades de proteína, ferro e cálcio, recomendo um estudo mais aprofundado. É muito fácil desenhar uma dieta vegan com 200% das recomendações de ferro, 150% de proteína e 100% de cálcio. É preciso que o debate seja informado pela literatura científica e não por campanhas publicitárias pagas pela indústria da carne e do leite.



Vegetarianos tem o QI mais alto

26 de Agosto, 2010, por Uni-Veg

Saiu na revista Super:

Vegetarianos são mais inteligentes

É o que dizem pesquisadores da Universidade de Southampton, no Reino Unido. Eles analisaram os hábitos alimentares e o QI de oito mil voluntários num período de 20 anos (fizeram testes quando todos tinham dez anos de idade e de novo aos 30) e notaram que o QI dos que seguiam dietas vegetarianas era, em média, cinco pontos mais alto do que o daqueles que comiam carne regularmente. Com os pontinhos a mais, os vegetarianos também eram mais propensos a ter diploma de curso superior e empregos melhores.
Por quê? Os caras ainda não sabem ao certo. Mas, até então, eles trabalham com duas hipóteses: (1) a alimentação saudável do vegetariano poderia, de algum forma, aumentar sua capacidade cerebral (explicação que não acham tão provável); e (2) as pessoas de QI mais alto podem ser mais propensas a se preocuparem com o bem-estar dos animais, além de serem mais atentas aos benefícios de uma dieta saudável – o que as levaria direto para os braços do vegetarianismo (nessa eles botam uma fé especial e prometem investigar mais).
Boa “vingança” para quem já foi motivo de piada ao pedir um cachorro quente completo, mas sem salsicha na banquinha da esquina, né? Tenho uma amiga que faz isso, nem é brincadeira.

Compartilhado por Daniel De NardiLeia a matéria no site da revista Superinteressante.

Você sabia?
Vegetarianos foram também: Pitágoras, Sócrates, Ovídio, Kafka, Schopenhauer, Darwin, Rousseau, Bernard Shaw, Voltaire, Isaac Newton, Leon Tolstoi, Isadora Duncan, John Lennon, Linda McCartney e tantos outros que a história não registrou. (Fonte:  DeRose, no livro Alimentação vegetariana: chega de abobrinha)



Carnivorismo

12 de Junho, 2010, por Alexandre Montagna

Carnívoro é o animal que abate a própria presa e a devora com o sangue ainda quente. Exemplos: leão, tigre, onça etc. Aquele animal que, em geral ou sempre, não abate a própria presa, e se alimenta das carnes e restos de bichos mortos por outros animais, não é o carnívoro: é o carniceiro. Exemplos: abutre, urubu, hiena.

Carnívoro come sem temperar, sem assar, sem cozer, com sangue quente

Carnívoro de verdade come carne sem temperar, sem assar, sem cozer, com o sangue ainda quente e, geralmente, com o animal ainda agonizando.

O carnívoro tem dentes afiados dignos de dilacerar músculos. Por outro lado, a arcada dentária do ser humano é similar (para não dizer idêntica) à dos animais vegetarianos. Ou isto seria uma falácia, e a estrutura dentária humana é sim parecida com a dos carnívoros?

tigre-carnivoro-uni-veg

Dentes de um animal carnívoro. São muito parecidos com os dos seres humanos, não?

Lembre-se: o ser humano que come carnes não é carnívoro: é onívoro, pois come de tudo (como o porco ["cheiro de porco"] e o bode["(cheiro de bode"]). Mas caso seja feita questão de ter o radical “carn” no rótulo do sistema alimentar, então que seja lhe seja aplicado o rótulo de carniceiro, pois carnívoro de verdade ele não é.



Torta de queijo com brócolis

12 de Junho, 2010, por Uni-Veg

Recebemos esta receita sem indicação da fonte. Se você souber, por favor nos avise através do e-mail receitas@uni-veg.org.

Ingredientes

  • 2 xícaras de leite;
  • 2 colheres de farinha de trigo;
  • 1 lata de creme de leite light;
  • 2 ovos [nunca compre ovos de granja, repudie esta indústria; sempre busque ovos de colônias, onde há galinhas que ciscam e andam com liberdade sobre a terra. É fácil, informe-se para descobrir fontes na sua região.];
  • 1 pacote de pão de forma fatiado e sem casca;
  • 3 tomates sem pele e sem sementes picados;
  • 2 maços de brócolis refogado;
  • bastante queijo prato ralado;
  • especiarias (são os temperos, tais como açafrão, páprica, curry, coentro, manjericão etc.)

Modo de fazer

Bata no liquidificador o leite, a farinha, creme de leite e os ovos. Tempere da maneira que melhor lhe aprouver. A sugestão é adotar páprica picante, curry e uma pitada de cardamomo em pó. Coloque sempre quantidades mínimas de sal. Vá refinando seu paladar até que o pouco torne-se bastante. Coloque um pouco do molho no fundo da forma de assar só para untar a superfície. Arrume as fatias de pão e cubra com o molho, os tomates, o brócolis e o queijo; repita as camadas até que os ingredientes acabem. Termine cobrindo com queijo e leve para assar.



Uni-Veg apoia todos os sites vegetarianos
Método DeRose Instituto Nina Rosa Guia Vegano Sociedade Vegetariana Brasileira Centro Vegetariano Vista-se
feed RSS   |   feed RSS dos comentários   |   em WordPress   |   Montagna