Quero me tornar vegetariano! Já sou vegetariano e quero informações, receitas, dicas... Querem que eu volte a comer carne

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Conselho Regional de Nutricionistas (CRN-3) publica texto sobre vegetarianismo

Segunda-feira, 30 de Janeiro, 2012

http://vista-se.com.br/redesocial/conselho-regional-de-nutricionistas-crn-3-publica-parecer-sobre-dietas-vegetarianas/

Texto extraído do portal Vista-se, que é vegano (diferentemente de nós), mas pelo qual nutrimos grande admiração.

O CRN-3 (Conselho Regional de Nutricionistas), que reúne profissionais dos estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul, um dos principais do país, finalmente admitiu, por meio de comunidado digital a seus afiliados (newsletter), que todos os tipos de dietas vegetarianas, incluindo a dieta vegetariana estrita, utilizada por veganos e que exclui todos os produtos e ingredientes de origem animal, são viáveis sob o ponto de vista nutricional.

A ADA (Associação Dietética Americana), órgão sediado nos EUA e um dos mais respeitados do mundo, já recomenda todas as dietas vegetarianas há anos, como você pode conferir aqui.

Confira abaixo, na íntegra, o comunicado do CNR-3 sobre as dietas vegetarianas:

Vegetarianismo

O Conselho Regional de Nutricionistas – 3ª Região, dando continuidade ao Projeto “Ponto e Contra Ponto”, para discussão de diversos temas polêmicos e de interesse para a atuação do nutricionista, divulga o resultado das discussões sobre Vegetarianismo, quando profissionais analisaram as questões nutricionais, sociais e culturais inerentes ao tema.

Nesta discussão, destacaram-se as seguintes considerações:

– os seres humanos são animais onívoros que podem consumir tanto os produtos de origem animal como vegetal. Por sua natureza biológica, o homem pode comer o que quiser. As vicissitudes ambientais, associadas à pulsão de vida vêm determinando as alterações evolutivas nos costumes alimentares;

– vegetariano é aquele que exclui de sua alimentação todos os tipos de carne, aves e peixes e seus derivados, podendo ou não utilizar laticínios ou ovos;

– a alimentação vegetariana é praticada, atualmente, por diversas razões – científicas, ambientais, religiosas, filosóficas, éticas. Estudos científicos demonstram que é possível atingir o equilíbrio e a adequação nutricional com dietas vegetarianas – ovolactovegetarianas, lactovegetarianas, ovovegetarianas e até veganas, desde que bem planejadas e, se necessário, suplementadas;

– a dieta vegetariana estrita (vegana) não apresenta fontes nutricionais de vitamina B12, que deve ser fornecida por meio de alimentos fortificados ou suplementos. Os elementos que exigem maior atenção na alimentação do ovolactovegetariano são: ferro, zinco e ômega-3. Na dieta vegetariana estrita deve haver atenção, além de vitamina B12, para cálcio e proteína;

Diante destas considerações, o CRN-3 RECOMENDA aos nutricionistas para que estejam atentos ao seguinte:

1) Qualquer dieta mal planejada, vegetariana ou onívora, pode ser prejudicial à saúde, levando a deficiências nutricionais.

2) As dietas vegetarianas, quando atendem às necessidades nutricionais individuais, podem promover o crescimento, desenvolvimento e manutenção adequados e podem ser adotadas em qualquer ciclo de vida.

3) Indivíduos com distúrbios alimentares (anorexia nervosa, bulimia, ortorexia e outros), em algum momento da evolução da doença, estão sujeitos a adotar dietas restritivas de qualquer tipo, vegetarianas ou não e devem ser avaliados nesse contexto.

4) A adequação nutricional da dieta vegetariana estrita (vegana) é mais difícil de atingir e exige planejamento e orientação alimentar cuidadosos, incluindo suplementação específica.

Ao nutricionista cabe orientar o planejamento alimentar dos indivíduos, visando à promoção da saúde, respeitando as individualidades e opções pessoais quanto ao tipo de dieta. Aspectos biológicos, psicológicos e socioculturais da relação entre o indivíduo e os alimentos devem sempre ser considerados, no processo da atenção dietética.

CRN-3
Colegiado 2011-2014

Av. Brigadeiro Faria Lima, 1461, 3º andar, Torre Sul – Jd. Paulistano
São Paulo – SP / www.crn3.org.br / comunicacao@crn3.org.br

Este parecer pode ser lido diretamente no site do CRN-3
http://www.crn3.org.br/legislacao/doc_pareceres/parecer_vegetarianismo_final.pdf 

Médico garante que não comer carne não oferece qualquer prejuízo à saúde

Terça-feira, 5 de Abril, 2011

Falar em abolir o consumo de carne na terra do churrasco pode até soar como um insulto, mas é o que algumas pessoas estão fazendo. São os adeptos do vegetarianismo, um grupo que vem crescendo nos últimos anos a ponto de virar tema de estudo de especialistas. Em uma das mais recentes obras sobre o assunto, Vegetarianismo e Ciência (Editora Alaúde, 252 páginas, R$ 39), o cardiologista e nutrólogo Julio César Acosta Navarro, com 20 anos de sua carreira dedicados a descobrir os efeitos da dieta livre de produtos de origem animal no organismo, garante que abolir a carne das refeições não oferece qualquer prejuízo à saúde. Para Navarro, o ser humano não nasceu para ser carnívoro.

— Essa história de que na dieta sem carne há deficiência de proteína, vitaminas e sais minerais é mítica [...]

Leia a matéria na íntegra.

Vegetarianismo radical, por George Guimarães

Domingo, 29 de Agosto, 2010

Há quem ache que matar animais é um direito natural do homem. Assim como já houve quem achasse natural na espécie humana o extermínio de uma raça por outra.

Texto escrito por George Guimarães. Fonte: Superinteressante.

O cheiro de sangue é forte e pode ser sentido de longe. No mercado a céu aberto, o cliente escolhe o animal que lhe parece mais suculento. O golpe na virilha do cachorro é rápido, mas a morte não vem depressa. O sofrimento dura alguns minutos. Os animais que recebem o golpe na jugular têm mais sorte. Mas os abatedores de cães temem a mordida e preferem atacar o animal por trás.

Essa cena se repete diariamente na China. “Que absurdo”, diriam os ocidentais, para quem os cães são animais de estimação. O mesmo diria um indiano diante da forma como tratamos bois e vacas. Não há diferença entre matar um boi e um cachorro para comer. O raciocínio vale também para o esfolamento de galinhas, porcos e outros animais.

Tortura, dor, sofrimento, desolação. Animais de várias espécies são tratados como mercadoria, apenas mais um bem de consumo. Morrem covardemente e seus cadáveres são vendidos aos pedaços. Crescem em ambientes artificiais, agressivos à sua natureza. Como pode um animal tão dócil quanto uma vaca ser privado do seu instinto materno só porque a indústria requer que se separe da sua cria quando esta tem apenas alguns dias de vida? Como as aves, animais territoriais, podem viver à razão de oito animais por metro quadrado e não se tornarem neuróticas? Isso para não falar das torturas exercidas nos testes dos laboratórios científicos, mesmo existindo alternativas para o desenvolvimento de novos produtos.

Há quem ache um direito natural do homem submeter os animais a todo tipo de crueldade, assim como já foi natural, no passado, que algumas pessoas se julgassem superiores às outras pela diferença da cor da pele ou do credo religioso. Foi preciso que grupos abolicionistas e humanistas surgissem, mesmo sendo ridicularizados e discriminados no início, para que os homens enxergassem o absurdo na forma como tratavam outros seres humanos. Haverá um momento em que o homem, auxiliado por um novo tipo de abolicionistas – que falam por seres que não podem falar por si – , saberá que os outros animais não são sua propriedade. São seres com direito à vida.

Enquanto esse dia não chega, pagamos um alto preço sofrendo de doenças ligadas ao consumo de produtos animais. Obesidade, doenças cardiovasculares, diversos tipos de câncer, alergias e outros problemas de saúde que afetam boa parte da população de países desenvolvidos como os Estados Unidos. Bactérias se tornam mais resistentes graças ao uso em massa de antibióticos nos sistemas intensivos de criação animal.
A sociedade ganha uma dose extra de violência com rodeios, farras do boi, rinhas de cães e outras atrocidades em que as crianças aprendem desde cedo qual é a lei que impera no reinado humano. Um império cuja herança é incerta, já que 30% da devastação da floresta amazônica é destinada à formação de pastos para o gado. A população de animais de corte nos EUA produz 130 vezes mais lixo que a população humana daquele país. É sabido que quando consumimos na escala mais baixa da cadeia alimentar (vegetais), reduzimos o consumo dos recursos naturais em até 90%.

Esses são alguns dos motivos pelos quais me abstenho do consumo de qualquer produto animal, incluindo leite, ovos, mel, couro, lã, seda, cosméticos que tenham sido testados em animais etc. O termo atribuído a esse estilo de vida é vegan, chamado por alguns de vegetarianismo radical – apesar de não sermos tão radicais quanto aqueles que estouram os miolos de um animal inocente apenas para sentir o sabor de sua carne por alguns segundos.

Como nutricionista, e apoiado por vasta literatura científica, posso dizer que o único produto animal essencial à nutrição humana é o leite – que deve ser o da própria espécie e ingerido apenas durante o período de amamentação. Depois dessa fase, os alimentos de origem vegetal são capazes de suprir todas as necessidades nutricionais de qualquer pessoa. E com vantagens, por se tratar de uma dieta isenta de colesterol e rica em fibras, vitaminas e minerais. Para aqueles que acreditam que os alimentos de origem animal são necessários para suprir as necessidades de proteína, ferro e cálcio, recomendo um estudo mais aprofundado. É muito fácil desenhar uma dieta vegan com 200% das recomendações de ferro, 150% de proteína e 100% de cálcio. É preciso que o debate seja informado pela literatura científica e não por campanhas publicitárias pagas pela indústria da carne e do leite.

Vegetarianos tem o QI mais alto

Quinta-feira, 26 de Agosto, 2010

Saiu na revista Super:

Vegetarianos são mais inteligentes

É o que dizem pesquisadores da Universidade de Southampton, no Reino Unido. Eles analisaram os hábitos alimentares e o QI de oito mil voluntários num período de 20 anos (fizeram testes quando todos tinham dez anos de idade e de novo aos 30) e notaram que o QI dos que seguiam dietas vegetarianas era, em média, cinco pontos mais alto do que o daqueles que comiam carne regularmente. Com os pontinhos a mais, os vegetarianos também eram mais propensos a ter diploma de curso superior e empregos melhores.
Por quê? Os caras ainda não sabem ao certo. Mas, até então, eles trabalham com duas hipóteses: (1) a alimentação saudável do vegetariano poderia, de algum forma, aumentar sua capacidade cerebral (explicação que não acham tão provável); e (2) as pessoas de QI mais alto podem ser mais propensas a se preocuparem com o bem-estar dos animais, além de serem mais atentas aos benefícios de uma dieta saudável – o que as levaria direto para os braços do vegetarianismo (nessa eles botam uma fé especial e prometem investigar mais).
Boa “vingança” para quem já foi motivo de piada ao pedir um cachorro quente completo, mas sem salsicha na banquinha da esquina, né? Tenho uma amiga que faz isso, nem é brincadeira.

Compartilhado por Daniel De NardiLeia a matéria no site da revista Superinteressante.

Você sabia?
Vegetarianos foram também: Pitágoras, Sócrates, Ovídio, Kafka, Schopenhauer, Darwin, Rousseau, Bernard Shaw, Voltaire, Isaac Newton, Leon Tolstoi, Isadora Duncan, John Lennon, Linda McCartney e tantos outros que a história não registrou. (Fonte:  DeRose, no livro Alimentação vegetariana: chega de abobrinha)

Carnivorismo

Sábado, 12 de Junho, 2010

Carnívoro é o animal que abate a própria presa e a devora com o sangue ainda quente. Exemplos: leão, tigre, onça etc. Aquele animal que, em geral ou sempre, não abate a própria presa, e se alimenta das carnes e restos de bichos mortos por outros animais, não é o carnívoro: é o carniceiro. Exemplos: abutre, urubu, hiena.

Carnívoro come sem temperar, sem assar, sem cozer, com sangue quente

Carnívoro de verdade come carne sem temperar, sem assar, sem cozer, com o sangue ainda quente e, geralmente, com o animal ainda agonizando.

O carnívoro tem dentes afiados dignos de dilacerar músculos. Por outro lado, a arcada dentária do ser humano é similar (para não dizer idêntica) à dos animais vegetarianos. Ou isto seria uma falácia, e a estrutura dentária humana é sim parecida com a dos carnívoros?

tigre-carnivoro-uni-veg

Dentes de um animal carnívoro. São muito parecidos com os dos seres humanos, não?

Lembre-se: o ser humano que come carnes não é carnívoro: é onívoro, pois come de tudo (como o porco ["cheiro de porco"] e o bode["(cheiro de bode"]). Mas caso seja feita questão de ter o radical “carn” no rótulo do sistema alimentar, então que seja lhe seja aplicado o rótulo de carniceiro, pois carnívoro de verdade ele não é.

O que é o arroz parboilizado?

Sexta-feira, 23 de Abril, 2010

Por Juliana Cunha, no site da revista Superinteressante.

O estranhamento começa no nome: parboilizado. O adjetivo vem do inglês parboiled, que junta partial e boiled para expressar a ideia de parcialmente fervido.

Na verdade, até tentaram emplacar no Brasil o nome mais saboroso de “pré-cozido”, vetado pelo Ministério da Agricultura. Acontece que cozinhar é uma coisa, parboilizar é outra. Mais especificamente, é imergir o arroz em água aquecida a uns 50°C. Esse processo faz com ele mantenha os nutrientes do arroz integral (vitamina B, magnésio, fósforo e potássio) e, de brinde, ainda cozinhe um pouco mais rápido que o tradicional arroz branco.

Um arroz que é mais fácil de preparar, mais nutritivo e tem quase o mesmo gosto do branco. E mais caro, claro, uns 20% no saco de 5 quilos. Mas há quem defenda uma economia final, como a pesquisadora de marketing nutricional da USP, Bianca Bitencourt.  ”O pré-cozimento diminui o índice de grãos quebrados, compensando, de certa forma, o maior custo industrial.”

Dados nutricionais, a cada 100g:

Branco:
Fibras: 0,2 g
Proteínas: 7 g
Calorias: 120
Tempo de preparo: 25 min

Parboilizado:
Fibras: 0,5 g
Proteínas: 7,3 g
Calorias: 112
Tempo de preparo: 20 min

Integral:
Fibras: 1 g
Proteínas: 7,3 g
Calorias: 107
Tempo de preparo: 40 min

Fontes para a matéria da Super: Eleusa Germano, nutricionista vice-presidente da Associação Paulista de Nutrição, em São Paulo; Monica Inez Elias Jorge, da Faculdade de Saúde Pública da USP; Gilberto Amato, pesquisador do Instituto Rio Grandense do Arroz e professor colaborador da Universidade Federal de Pelotas.

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