Quero me tornar vegetariano! Já sou vegetariano e quero informações, receitas, dicas... Querem que eu volte a comer carne
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Carnivorismo

12 de Junho, 2010, por Alexandre Montagna

Carnívoro é o animal que abate a própria presa e a devora com o sangue ainda quente. Exemplos: leão, tigre, onça etc. Aquele animal que, em geral ou sempre, não abate a própria presa, e se alimenta das carnes e restos de bichos mortos por outros animais, não é o carnívoro: é o carniceiro. Exemplos: abutre, urubu, hiena.

Carnívoro come sem temperar, sem assar, sem cozer, com sangue quente

Carnívoro de verdade come carne sem temperar, sem assar, sem cozer, com o sangue ainda quente e, geralmente, com o animal ainda agonizando.

O carnívoro tem dentes afiados dignos de dilacerar músculos. Por outro lado, a arcada dentária do ser humano é similar (para não dizer idêntica) à dos animais vegetarianos. Ou isto seria uma falácia, e a estrutura dentária humana é sim parecida com a dos carnívoros?

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Dentes de um animal carnívoro. São muito parecidos com os dos seres humanos, não?

Lembre-se: o ser humano que come carnes não é carnívoro: é onívoro, pois come de tudo (como o porco ["cheiro de porco"] e o bode["(cheiro de bode"]). Mas caso seja feita questão de ter o radical “carn” no rótulo do sistema alimentar, então que seja lhe seja aplicado o rótulo de carniceiro, pois carnívoro de verdade ele não é.



Torta de queijo com brócolis

12 de Junho, 2010, por Uni-Veg

Recebemos esta receita sem indicação da fonte. Se você souber, por favor nos avise através do e-mail receitas@uni-veg.org.

Ingredientes

  • 2 xícaras de leite;
  • 2 colheres de farinha de trigo;
  • 1 lata de creme de leite light;
  • 2 ovos [nunca compre ovos de granja, repudie esta indústria; sempre busque ovos de colônias, onde há galinhas que ciscam e andam com liberdade sobre a terra. É fácil, informe-se para descobrir fontes na sua região.];
  • 1 pacote de pão de forma fatiado e sem casca;
  • 3 tomates sem pele e sem sementes picados;
  • 2 maços de brócolis refogado;
  • bastante queijo prato ralado;
  • especiarias (são os temperos, tais como açafrão, páprica, curry, coentro, manjericão etc.)

Modo de fazer

Bata no liquidificador o leite, a farinha, creme de leite e os ovos. Tempere da maneira que melhor lhe aprouver. A sugestão é adotar páprica picante, curry e uma pitada de cardamomo em pó. Coloque sempre quantidades mínimas de sal. Vá refinando seu paladar até que o pouco torne-se bastante. Coloque um pouco do molho no fundo da forma de assar só para untar a superfície. Arrume as fatias de pão e cubra com o molho, os tomates, o brócolis e o queijo; repita as camadas até que os ingredientes acabem. Termine cobrindo com queijo e leve para assar.



Espírito de porco

11 de Junho, 2010, por Alexandre Montagna

Saiu no Diário do Nordeste esta matéria escrita por Manuel Soares Bulcão Neto.

Ele tem tanto direito à vida quanto os cachorrinhos

Ele tem tanto direito à vida quanto os cachorrinhos

Espírito de porco

Mês passado, depois de almoçar um lombo de porco delicioso preparado por d. Josina, minha secretária do lar, deitei-me feito um poltrão saciado e liguei a TV. Em um canal a cabo, passava um documentário sobre… porcos, e me surpreendi ao ponto da indigestão com as mais recentes descobertas acerca deste mamífero. Com efeito, pesquisas etológicas apontam que o porco não só é muito mais inteligente que o cão doméstico: também é capaz de reconhecer a própria imagem no espelho, não a confundindo com outro suíno. Significa dizer que o leitão de pocilga, assim como o ser humano e meia dúzia de outras espécies (pongídeos, golfinhos e elefantes), possui autopercepção, consciência de si e, portanto, uma “personalidade”. Esse documentário me fez lembrar da balela, dita por René Descartes, segundo a qual todos os animais, exceto o homem, são “autômatos sem alma” e, por isso, incapazes de experimentar dor (embora aparentem senti-la). O Filósofo, em sua obra “Discurso do Método”, também afirmou que nós, humanos, devido à nossa “idiossincrática” faculdade de pensar, temos o direito de “nos tornar senhores e possuidores da natureza”, inclusive de todos os animais. Ora, a incapacidade da ciência de prever, em tempo para salvar a vida de centenas de milhares ou milhões de indivíduos, certos acidentes naturais (terremotos, erupções vulcânicas, furacões, tornados, tsunamis, o choque de um cometa ou asteroide…), indica que, muito provavelmente, jamais seremos senhores sequer da fina camada do planeta em que vivemos. Aliás, a mudança climática radical que ora desponta não só diminui essa chance como aumenta a probabilidade de virmos a nos extinguir lenta e dolorosamente – de terminarmos nosso tempo da mesma forma como o começamos: uma pandemia de guerras entre tribos de selvagens. (Grande probabilidade, entretanto, não é certeza: ainda há tempo e condições de mudarmos o rumo dos acontecimentos). Quanto ao efeito desse antropocentrismo cartesiano na nossa relação com os outros bichos, podemos vê-lo cruamente na pecuária industrial. Se, nas fábricas da morte nazistas, a matéria-prima (judeus, eslavos, comunistas, ciganos…) era, para o conforto moral dos verdugos, concebida como sub-humana, nas fazendas industriais modernas a rês de qualquer gado é “desalmada” quando reduzida ao estatuto biotecnológico e puramente físico de “sistema de conversão de proteína vegetal em proteína animal”. Assim, fica mais fácil tratá-la, do nascimento ao abate, do modo mais eficiente e lucrativo possível, o que, em regra, vai de encontro ao seu modo de vida natural e gera grande sofrimento. Nas granjas, para que pintos se transformem em frangos em 45 dias (ainda um bebê, dado que a expectativa de vida de um galináceo é de sete anos), são eles forçados a comer o tempo todo, à custa do sono. Para tanto, vivem sua existência curta e miserável sob barulho e luminosidade constante. Pior condição é a do bezerro destinado à vitela: sabe por que sua carne é tenra e rosada? Porque, desde o nascimento, é impedido de se movimentar (i.e., de desenvolver músculos), submetido a uma dieta pobre em ferro e a viver a maior parte do tempo na escuridão.

Não é minha intenção defender o vegetarianismo, nem que só se consuma bichos criados soltos, como a galinha caipira (que tem peito de tísico e mal alimenta uma pessoa). Pretendo apenas lembrar que uma das nossas tarefas de ser moral é minimizar a dor do mundo, e que nossa própria existência depende de uma mudança radical de atitude: substituir o humanismo antropocêntrico por outro, aquele assim definido por Claude Lévi-Strauss: “Um humanismo adequadamente ordenado não pode começar espontaneamente, mas deve colocar o mundo antes da vida, a vida antes do homem e o respeito pelos outros antes do egoísmo”.

Ensaísta



Os gladiadores eram vegetarianos

12 de Maio, 2010, por Alexandre Montagna

Para ter mais força e resistência, estes brutais lutadores adotavam uma dieta vigorosa e sem carnes.

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Quando alguém achar que é preciso de carnes para ficar forte, conteste com a indignação dos justos!
Se você não for bom de dialética, chame o Éder Jofre.

Fonte: UOL Vídeos via Blog do DeRose.



Carne produzida em laboratório abre portas para futuro sem matadouros

2 de Maio, 2010, por Uni-Veg

Nota do Uni-Veg: Saiu no G1 Ciência e Saúde esta matéria sobre a carne in vitro. No final, a matéria sugere que o produto seria consumido por vegetarianos. Ocorre que uma razoável parcela não come carne justamente por questão de saúde, e não apenas pelo bem-estar dos animais. Quem já leu os textos, livros e vídeos indicados no portal Uni-Veg.org, sabe bem disso. Vegetariano não quer carne nenhuma! Entretanto, alguns nichos vegeterianos apoiam a carne artificial, pois certamente a abolição da escravatura dos matadouros seria um alívio para o coração de todas as pessoas sensíveis que habitam este planeta.

Alguns cientistas esperam que produto seja viável em menos de dez anos.
Alternativa manteria o nível de proteínas, e seria mais ecológica e saudável.

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A produção de carne em laboratórios sem a necessidade de matar animais se afasta da ficção científica e poderia dar origem em menos de dez anos a um hambúrguer ecologicamente correto.

A carne fermentada é elaborada a partir do cultivo em laboratório de células-tronco ou de músculo de animais como frangos, porcos ou cordeiros.

A alternativa, uma dos 50 invenções do ano segundo a revista “Time” em 2009, seria “mais saudável e menos poluente” e teria as mesmas proteínas que a carne normal, segundo seus defensores.

Sua produção pode, inclusive, ser controlada, para evitar doenças como o mal da vaca louca ou a gripe A. Também será possível produzir carne light.

“E até poderemos fazer hambúrgueres que previnam ataques cardíacos”, assegurou à Agência Efe Jason Matheny, diretor da New Harvest, uma organização sem fins lucrativos que une esforços de cientistas de todo o mundo nesta área.

Para convencer as pessoas que desconfiam desse novo tipo de carne, Matheny argumenta que “a maior parte do que comemos vem de laboratórios, tudo é processado”, como o leite e o queijo.

Sobre a possibilidade de que estas práticas experimentais possam ter efeitos inesperados para a saúde humana, respondeu: “Não somos conscientes de nenhum risco”.

A invenção poderia ser uma solução para a insustentabilidade em um planeta onde a pecuária devasta a Floresta Amazônica e agrava o aquecimento global, como alertou um relatório das Nações Unidas.

A fórmula secreta está em uma espécie de sopa biomédica composta de nutrientes procedentes de sangue animal e microorganismos.

Por enquanto, o resultado são apenas pequenas tiras de carne de um centímetro de comprimento, nas quais é possível acrescentar proteínas.

Se a tecnologia continuar avançando, “de cinco a dez anos”, estimou Matheny, essas tiras poderiam produzir substitutos para a carne em grande escala, com uma textura dura o suficiente para ser mastigada e com um sabor que poderá ser confundido com o de um bife “tradicional”.

O alto custo do processo é, segundo o cientista, o único obstáculo à comercialização do produto.

“Precisamos de sistemas automatizados mais eficientes que não requeiram o trabalho de pessoas e encontrar ingredientes mais baratos, porque os de agora procedem de pesquisa biomédica”, explicou.

O Governo holandês é o que mais investiu nas pesquisas, com um total de US$ 5 milhões, seguido por centros de EUA, Japão, Austrália e dos países escandinavos.

Segundo o diretor da New Harvest, grandes companhias de biotecnologia investem na pesquisa nos EUA, mas foi proibido de revelar seus nomes.

Estes avanços poderiam acrescentar uma nova linha de produtos ao mercado do setor dirigido aos consumidores vegetarianos.

Este setor ocupa cada vez mais espaço nas prateleiras de supermercados de todo o mundo, que já contam com hambúrgueres feitos de tofu ou soja. EFE

Fonte: G1 Ciência e Saúde.



O que é o arroz parboilizado?

23 de Abril, 2010, por Uni-Veg

Por Juliana Cunha, no site da revista Superinteressante.

O estranhamento começa no nome: parboilizado. O adjetivo vem do inglês parboiled, que junta partial e boiled para expressar a ideia de parcialmente fervido.

Na verdade, até tentaram emplacar no Brasil o nome mais saboroso de “pré-cozido”, vetado pelo Ministério da Agricultura. Acontece que cozinhar é uma coisa, parboilizar é outra. Mais especificamente, é imergir o arroz em água aquecida a uns 50°C. Esse processo faz com ele mantenha os nutrientes do arroz integral (vitamina B, magnésio, fósforo e potássio) e, de brinde, ainda cozinhe um pouco mais rápido que o tradicional arroz branco.

Um arroz que é mais fácil de preparar, mais nutritivo e tem quase o mesmo gosto do branco. E mais caro, claro, uns 20% no saco de 5 quilos. Mas há quem defenda uma economia final, como a pesquisadora de marketing nutricional da USP, Bianca Bitencourt.  ”O pré-cozimento diminui o índice de grãos quebrados, compensando, de certa forma, o maior custo industrial.”

Dados nutricionais, a cada 100g:

Branco:
Fibras: 0,2 g
Proteínas: 7 g
Calorias: 120
Tempo de preparo: 25 min

Parboilizado:
Fibras: 0,5 g
Proteínas: 7,3 g
Calorias: 112
Tempo de preparo: 20 min

Integral:
Fibras: 1 g
Proteínas: 7,3 g
Calorias: 107
Tempo de preparo: 40 min

Fontes para a matéria da Super: Eleusa Germano, nutricionista vice-presidente da Associação Paulista de Nutrição, em São Paulo; Monica Inez Elias Jorge, da Faculdade de Saúde Pública da USP; Gilberto Amato, pesquisador do Instituto Rio Grandense do Arroz e professor colaborador da Universidade Federal de Pelotas.



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